História do Programa
O Programa de Estudos dos Povos Indígenas (PROÍNDIO) foi criado em 1992 pela Sub-Reitoria de Extensão da UERJ, no contexto de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco 92) no Rio de Janeiro. Inicialmente o programa foi coordenado pelo professor Adair Rocha e alocado no terceiro andar da universidade, em área do Instituto de Física. Ainda em 1992, passou a ser coordenado por José Ribamar Bessa Freire, então professor da Faculdade de Comunicação Social. Em 2004, o professor e o referido programa foram transferidos para a Faculdade de Educação, no 12º andar.
Desde então, o programa dedica-se a realizar atividades de extensão, promovendo o desenvolvimento de pesquisas e assessorias aos movimentos e organizações indígenas, a fim de apoiar a garantia de direitos – territoriais, ambientais, socioculturais e linguísticos –, a autonomia e o protagonismo dos povos originários. Entre essas pesquisas destaca-se o Guia de Fontes para a História Indígena e do Indigenismo em 25 arquivos situados na cidade do Rio de Janeiro, elaborado no âmbito de um projeto maior da Universidade de São Paulo, sob a coordenação nacional do historiador John Monteiro. Além disso, tem-se o levantamento da documentação nos arquivos paroquiais, cartoriais e municipais do Vale do Paraíba e do litoral que deu origem à publicação do livro “Aldeamentos indígenas do Rio de Janeiro”, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Entre tantos projetos e atividades realizados pelo programa em parceria com outros grupos e instituições ao longo dos anos, destaca-se ainda a criação do Observatório da Presença Indígena no Estado do Rio de Janeiro (OPIERJ), no qual se encontra uma parte significativa das produções acadêmicas e diversos materiais disponíveis para estudantes, professores da educação básica, pesquisadores e a sociedade em geral sobre a presença histórica e contemporânea dos povos indígenas no estado.
A partir de 2021, o programa passou a ser coordenado pela professora Leticia de Luna Freire, contando com a assessoria do seu ex-coordenador e a participação constante de estudantes de graduação e pós-graduação, professores e colaboradores, da UERJ e de outras instituições, indígenas e não-indígenas. Em junho de 2025, o programa passou a adotar o nome PROINDÍGENA.
Missão e Objetivos
O PROINDÍGENA dedica-se a realizar atividades de extensão universitária, pesquisas e assessorias aos movimentos e organizações indígenas. Nosso principal objetivo é apoiar a garantia de direitos, a autonomia e o protagonismo dos povos originários no Estado do Rio de Janeiro.
Através de uma abordagem interdisciplinar e colaborativa, o programa busca fortalecer as comunidades indígenas, preservar suas culturas e tradições, e promover o diálogo intercultural respeitoso e construtivo.
Atividades Desenvolvidas
O programa desenvolve diversas atividades que incluem pesquisas acadêmicas, projetos de extensão, assessoria técnica, formação de professores indígenas, documentação de línguas e culturas indígenas, e apoio a iniciativas comunitárias que fortalecem a identidade e os direitos dos povos originários.
